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domingo, 26 de abril de 2009

Hoje, ainda é dia.

sábado, 18 de outubro de 2008

Esta vida de marinheiro...

Desde Vigo, desta Ria imensa que agora acolhe gente das Gafanhas, espero a chegada do grupo que partiu de lá às 8:00 horas.
Volta depressa Stª. Cristina! Que os ventos te sejam leves.


terça-feira, 14 de outubro de 2008

market-to-market

domingo, 12 de outubro de 2008

reinvent what is not invented




Por força das circunstâncias, o meu actual projecto de vida – também pode ser, modo de vida – é de uma ironia feérica. Tem a ver com a gestão estratégica de um projecto de grande dimensão para um país com a nossa cultura empresarial e de governação pública.
Qualquer um de nós pode fomentar junto da opinião pública a propensão para o envolvimento em grandes projectos: Aqueduto das Águas Livres; Convento de Mafra; Mosteiro dos Jerónimos ou da Batalha, and so on, se e este se é catastrófico na actualidade, existir um movimento forte de investidores e resmas e resmas de dinheiro fresco que se queira imolar na vertigem do ganho fácil.
A gestão estratégica de qualquer projecto inclui uma rubrica que o meu povo enunciaria como: « massa», onde está a massa? Quanta massa vai ser precisa? Quem vai trazer a massa? Quando é que eles põem aqui a massa?
A todas estas interrogações, os mesmos de sempre aos costumes dizem nada.

O financiamento das universidades públicas no outro país da Ibéria é dividido, grosso modo, por 80% de dinheiro do Estado e 20% proveniente dos fundos regionais ou seja autonómicos. A primeira nega e que é bastante séria surgiu um destes dias, da parte do Governo da capital do império e assustou o pessoal de seis (6) universidades públicas de Madrid, onde a plataforma de financiamento é ao contrário do formato acima enunciado: «75% provem do governo regional, 15% das matrículas e o restante é apanhado ao Estado e a alguns investidores privados. A Politécnica é um caso excepcional. Pelo seu carácter, aproximadamente um terço do seu orçamento provem de financiamento externo.
La presidenta de la Comunidad, Esperanza Aguirre, resolveu testar a capacidade de indignação dos reitores e mandou um bitaite à boca de cena anunciando o corte de 30% nos valores da «massa» que estava acordada para financiamento da educação superior.
Os jornais locais, ditos «à esquerda» espremem o tema, embora sem grande retorno por parte del pueblo de la calle.
Os jornais locais, ditos «à direita» ignoram o tema, sabendo que este, não tem grande retorno por parte del pueblo de la calle.
Mais a sul, na Comunidad Valenciana, o reitor da Universitat de Valencia, apareceu publicamente a protestar contra o inesperado cancelamento do modelo de financiamento universitário, que o Conselho Autonómico mandou escrever no anteprojecto da lei de acompanhamento dos orçamentos. No discurso de abertura do ano, disse o reitor Tomás, alto e bom som: "El nuevo plan de financiación deberá ser consensuado y negociado con las universidades, como lo fue el que ha concluido. De ninguna manera puede ser impuesto".
Olhando para o Norte, para a minha sacrificada Galiza, Fonseca no está triste y sola sino necesitada. Con una deuda de más de 38 millones de euros y unos fondos de la Xunta que no le dan ni para cubrir los gastos ordinarios, la Universidad de Santiago encara uno de los cursos más difíciles de su historia. La falta de dinero ha obligado al Rectorado a retrasar sus grandes proyectos y a plantearse la renuncia a millonarias ayudas europeas que consiguió compitiendo con instituciones de todo el continente. Las aulas y los laboratorios donde se realizan investigaciones punteras se han quedado varadas en el siglo pasado.

Em França, au Partie Socialiste en appelle à "un nouveau réalisme de gauche (...) en rupture nette avec la ligne actuelle du PS". Il réclame "la suspension du pacte de stabilité pour permettre la relance de l'économie européenne", mais aussi "la mise en place de restrictions européennes au libre-échange".

Como diria o meu antigo mestre, Igor Alexander: Reinventing Man.
Et voilá!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Vale & Azevedo? Só ele? Cadê os outros?



Foram anos e anos em que nos habituamos a ouvir políticos eleitos e alguns elegíveis com a frase do tranquilizem-se compadres, tranquilizem-se!
Deixamo-los a todos à solta, a repetir as frases do Neves, umas vezes, do Catroga outras, do Lopes, do Silva, do Santos e toda uma chusma de tratantada a que não escapa o Constanso, nem a Dama do PPD/PSD.
Blair & Brown, os da terceira via, nacionalizaram a banca britânica, pagando de barato, dinheiro do povo que podia e devia ser aplicado em motores reais da economia.
Não se conhecem detidos, nem culpados, apenas obsessivos coleccionadores de fortunas que palmaram reformas e pensões de gente crédula e incauta que, entre os pingos de chuva, vai agasalhando o que resta para pagar na farmácia.
Isto não é um problema de Portugal ou da Ibéria. Isto é uma vergonha Europeia.
Eu nestes palhaços não voto!
Prefiro conversar com os presos da penitenciária de Custóias. Roubaram menos… qualquer um deles.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Tempo de showbiz



As supermodelos tão badaladas nos desfiles de moda dos últimos anos estão prontas para mudar de religião. As Panteras mais lúdicas da nossa praça europeia da política e da economia têm vindo a tomar essa decisão por causa dos futuros maridos, sejam os que andam por aí, sejam os que passam mais à mão. Os jornais todos os dias nos informam do último número necessário para chegar ao céu: 25, 50, 500 mil milhões; qualquer número é válido desde que a tortura seja permitida. A minha bem amada Ângela diz que fazer vudus é tudo para ela, à segunda-feira, mas verga-se perante Khrisna à terça-feira se, entretanto, o assessor lhe explica que o Hypo Real Estate vai para a sanita caso o Deutsch Regierung não lhe acuda, da noite para o dia.

Estes rapazes e raparigas que se sucedem uns aos outros nos telejornais europeus, para além de supermodelos, sempre foram interessados em religião. Eles & Elas estudaram as economias de muitos países do mundo. Os meios de comunicação e propaganda têm informado repetidamente que os «modelos», afinal, eram aficionados da feitiçaria e estariam especificamente estudando o culto do candomblé - versão brasileira do vudu. A OCDE está a ponderar a sugestão, no sentido de Blair & Brown, Sarkozy, Merkel, Zapatero e outros que passam nas «passerelles», mudassem de filiação religiosa, o mais rapidamente possível, e isto acontece há cerca de uma semana, a fio. Constatamos isso, vários dias antes do Sporting ter perdido e o Benfica ter empatado. Chatice!

A história do relacionamento entre Teixeira dos Santos & o Estado lembra um belo conto de fadas. O «modelo» conheceu o «oligarca» em Outubro, durante o Festival do ECOFIN. Juram fidelidade um ao outro, eternamente, até que o mercado os separe.
Estou que nem posso. Vendi as acções da GALP ao Hugo Chavez. Retirei os meus fundos da CGD, BANIF e outros asilos. Assim como quem não quer a coisa, mandei vir colchões novos.
OJO! Não fui ao IKEA; quem tem cú… tem medo.

domingo, 5 de outubro de 2008

Beldroegas, Leitugas, ervas e outras plantas



O suicídio físico não faz, de facto, parte de nenhuma boa solução para qualquer problema. Mas, acredita, há momentos em que a razão se sobrepõe ao optimismo, que me é intrínseco, e a realidade nos aparece como algo absolutamente desinteressante para querer continuar a fazer parte dela.

Este texto, escrito ontem algures entre as 16 e as 17 & 46 horas leva-me a crer que a crise está em fase de rescaldo. Assim seja!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Não sei se vou dormir esta noite



Não sei sequer se tu sabes que eu escrevo de quando em quando nestes sítios. Oxalá, tenhas consciência disso!
Recebi a tua mensagem anónima e percebi que eras tu.
Começas pela decisão que tomaste em dizer fim e não só, seres tu a terminar a tua vida.
Leio e releio o texto que dirigiste para o meu endereço de correio electrónico e repeti trinta mil vezes a mim mesmo que não há muita coisa ao longo do percurso de cada um que justifique o suicídio.
Depois, depois fico ou tento ficar mais calmo. Repito em monólogo, que tens uma ideia.
Se tens uma ideia, então eu direi que ter ideias não joga com suicídio.
Por favor, fala comigo. A tua mensagem chegou encriptada. Não consigo chegar até ao teu endereço. Estou completamente às cegas.
Hipocritamente, podemos assumir que estou a tentar sair mais ou menos limpo de qualquer coisa a que não posso dizer sim, porque a ideia é só mais uma ideia ou porque a ideia não é a melhor ideia do mundo.
Mais, há uma constatação cruel de que os que ficam, acabam sempre por descobrir o caminho das pedras, ou seja: - morrer para deixar os que restam amargurados é qualquer coisa que só funciona – de modo efémero – nas telenovelas.
Qualquer um de nós vai morrer um dia destes. Esqueçamos as navalhas, as facas, as drageias, o metro do Porto; sigamos o que disse Albuquerque: - morrer sim, mas devagar.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

São os políticos, estúpido!



Olhando o mar Cantábrico neste remanso outonal do País Basco, revejo declarações dos Pinos & Linos e dos Linos & Pinos, imaginando o que será esta maré negra que se aproxima e para a qual, o sistema político não está preparado. Diziam os nossos Pinos e os nossos Linos que não se podia intervir no preço dos combustíveis porque a complexidade dos mercados e blablablablablablabla, portanto bzbzbzbzbzbzbzbzbzbzbz.

Apesar de toda esta treta, minha bem amada Angela, mais o George, Nicolas, Zapatero, Barroso, José, Beleza, Constanso, Silva e outros tratantes, todos vós ireis perorar, dentro de dias, sobre as virtudes da intervenção de São Estado.

O temporal já bate feio na costa de Zarautz e prepara-se para arrastar um Banco aqui, outro mais a Leste e ainda outro chegado ao Norte. Observo mais gente do que é costume, benzendo-se à porta das Igrejas, esperando que as portas se abram e que a palavra do Senhor traga sossego aos seus portefólios. Outros, malvados, afixam o sorrido tipo FP e murmuram enquanto folheiam as páginas do Espesso: - Eu fartei-me de avisar, NÃO QUISESTE OUVIR...
Outros ainda, repetem com estóica paciência: ¿porque vos interrogais se a verdade vem escrita nas páginas da Bíblia?
Irmãos: as vacas magras caminham a passos largos por toda essa Europa, mas antes fostes visitados pelas gordas, todas aquelas frísias luzidias que pastavam nos nossos prados e das quais Lino & Pino, Pino & Lino nos repetiam que por ali andariam até à eternidade.
Como se os políticos que nos «comem» faz já muitos anos não tivessem como meta enganar-nos a todos para que o seu paraíso não se tornasse efémero, tal qual acontece aos trabalhadores dos têxteis, das cerâmicas, do calçado, etc.etc.etc.
Os políticos europeus – são esses que me preocupam – repetiram-me até à saciedade que as vacas ficariam sempre nos meus campos e nunca se iriam embora, mais ainda, estas eram vacas sagradas exactamente as mesmas que se atropelavam no sonho de José.

Significativamente, conhecem-se textos da OCDE que estão todos rasurados por estes dias, a treta não encaixa com a careta, todos aqueles deputados que mandamos para Estrasbourg, levantam-se agora a horas matinais, tal-qualmente os operários da metalurgia, porque é preciso rasgar papeles, discursos antiquados, resgatar o intervencionismo do Estado, antes que as vagas previstas para o que se vai suceder aos lamentos, os varram do «bem-bom» outra vez para a Vidigueira, Freixo-de-Espada-à-Cinta, e outros lugares de Castilla.
Pois, pois, a culpa mora em Nova York; inadmissível, inadmissível aquela gentalha de Wall Street que se faz explodir e desmoronar numa repetição do triste episódio Setembrino, por falta de líderes políticos e excesso de indisciplina política. Tudo se sente à deriva quando os barcos naufragam, começando por essa campanha eleitoral errática e contínua em que os políticos europeus vivem e que encara a recta final da forma mais mentirosa possível.

Nós por cá, felizmente estamos bem. Santos, Lopes, Silva e outros tratantes zelam pelo nosso sossego e promovem bem-estar, a bem da família e da nação. Pronto para ir para a fotocopiadora está o meu voto e os que são dos nossos, assim hajam papeles.

domingo, 28 de setembro de 2008

Portugal socio preferente de Venezuela



Portugal se ha convertido en el socio preferente de Venezuela dentro de la Unión Europea. Pero, ¿todo se reduce a intercambios comerciales?
"La cooperación se ha intensificado"
"Portugal respondió al llamamiento de nuestra colonia en Venezuela (más de medio millón de personas) y de empresarios portugueses, que nos pedían estrechar los lazos. De ahí nuestro interés".

Esta vez, política y economía van de la mano. Portugal tiene que buscar nuevos mercados para colocar sus productos. "Tenemos empresas que quieren ampliar sus exportaciones. En primer lugar, miramos hacia los países de habla portuguesa, después al norte de África (Marruecos, Libia, Argelia) y luego, a América Latina. La clave está en diversificar las fuentes energéticas, para disminuir nuestra dependencia de un solo suministrador de petróleo y gas natural. En este sentido es nuestra apuesta por Venezuela, como lo es por Brasil y por Angola".

Una fuente oficial portuguesa explica que entrará en vigor un memorando de entendimiento en el área energética entre GALP y Petróleos de Venezuela, que contempla la venta a Portugal de 300.000 barriles de crudo al año. Un tercio de su valor se ingresará en un fondo de garantía, para pagar las exportaciones de Portugal. En otras palabras, Venezuela pagará con petróleo sus compras de alimentos, materiales de construcción y distintas obras públicas (una represa y la ampliación del puerto de La Guaira) a cargo de empresas portuguesas.

Sócrates y Chávez concretaron también varios preacuerdos firmados durante la visita del primer ministro a Caracas. En concreto, Portugal venderá a Venezuela un millón de ordenadores portátiles Magallanes, de fabricación lusa (?!), para alumnos de primaria, instalará 50.000 viviendas prefabricadas por la empresa portuguesa Lena, y consolidará su participación en proyectos de extracción de gas en la faja petrolífera del Orinoco.

Alô, alô seu José, aquele abraço. Estou de acordo consigo - neste tema... ojo!
Sempre fomos um Povo bom à troca. Reveja-se toda a campanha das Índias.

GRUPO LENA
http://www.grupolena.pt/files/56_Inforlena_JaneiroJunho_465eeb0fc12c0.pdf

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Magallanes, Magallanes… no que te vieste meter



Poco tiempo antes del viaje de Magallanes (1520), comenzamos a construir ordenadores en la ciudad de Matosinhos. Era El-Rey de Portugal, D. José de Massada.
En el momento del Rey D.Manuel Primeiro porque no le gustan los ordenadores, y por mucha palabra en torno de tanto charlar de lo Magallanes, hay diversos planes para poner final a la historia inmediatamente en el momento del nacimiento del tema este. Reconociendo el valor de la opinión de D. Vasco da Gama y no fiando de las pláticas de lo Duque de Ribeira de Pena (D. Pacheco Pereira), el rey de Portugal había dispuesto una Secreta Armada para dar destino del infierno desde comienzo asta al final, a lo canastro de Magallanes.
Según informes de la seguridad nacional, está disponible D. Vasco da Gama para comandar lo grupo de seguidores del Rey D. Manuel, en dirección Sanlúcar y dar desaparición a toda esta polémica de Magallanes.
"Sanlúcar es histórica desde la tira de años".
Aquí se armaron los navíos para la conquista de Canarias, incluso uno de aquellos adelantados que luego redujeron a los guanches está aquí enterrado; aquí empezó el tercer viaje de Colón (y no hizo los anteriores porque no consiguió la tripulación suficiente), y de aquí salió Magallanes, y aquí volvió Elcano de dar la vuelta al mundo... Ésta era la entrada de Sevilla, que era una ciudad de un porte imponente... Y aquí conocieron los alatristes de entonces los naufragios de los galeones, que ahora conviven en el fondo de la desembocadura con ese lodo que ha hecho que la playa ya no sea del color del cielo, cuando está azul, sino del color del chocolate, como si el mar se vengara de una contaminación que ya cubre más que la historia.
La verdad es que los ordenadores Magallanes, almacenados en el puerto de Sanlúcar, sólo saben hablar español. Por todo ello, arriba Pereira y vámonos a destruir, quemando todos estos ordenadores. Fuerza, por el camino de Sanlúcar!

Alô, alô seu Diogo Vasconcelos! Aquele abraço. Tu é que tens ideias; essa mesmo do Magallanes começar na Estação de Campanhã e acabar na Gare do Oriente é mesmo de Mestre.

domingo, 14 de setembro de 2008

Tudo o que está vivo morrerá um dia destes



Aeroflot-Nord Boeing 737-500 (VP-BKO)
Aeroflot Flight 821


Dizem os números das probabilidades que, tantos de nós que voam de cá para lá e de lá para cá entre Moscovo, Perm(skaya), Ufa e Samara, podem ficar algures reduzidos a pó, no meio do caminho.
Assim aconteceu a dois amigos, colegas, companheiros e camaradas que regressavam ao trabalho no triângulo aeroespacial.
Onde quer que estejais, aquele abraço. Voltaremos a encontrar-nos.

sábado, 13 de setembro de 2008

Lili Marlen - Marlene Dietrich

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Happy birthday Nelson Mandela


sexta-feira, 16 de maio de 2008

Regressos são sempre pontos de partida





Neste tempo da Feira dos 4 Dias em Fafe, sabe bem ter tão perto as Terras de Basto.
A generalidade dos lavradores – como aqui se diz – partem para acampar em Moreira de Rei e terras mais a Noroeste, por onde passa o Rio Ferro e onde se situa o património do Major, homem incréu nas virtudes da CMVM.
Pouco passava do meio-dia já eu estava sentado no restaurante da viúva, relendo o Inimigo Público, amigo e companheiro de sexta-feira.
A «viúva» não precisa mandar lista à mesa; sabe que respeito acima de tudo a excelente profissional, a amiga que discute petiscos e pitéus nunca provados por quem aparece com relógio, roupa apertada e cacarejar de galinha.
Assim, aviado que foi um bacalhau na brasa com batatinhas novas, feijão frade, salsa, cebola, vinagre tinto, azeite sem rodeio, mais a proverbial caneca de branco da Lixa, restou tempo para um debate animado acerca de favas, ervilhas de quebrar e até o supra-sumo de um chicharro passado na brasa de umas podas de oliveira para quem não-há-pai neste mundo.
A sobremesa foi decidida entre peras assadas em vinho tinto e maçã assada no forno, bem quente, que isto de servir fruta assada a uma temperatura abaixo dos 10 graus não lembra nem a quem escreve em jornais.
Tudo isto a 10 euros, tá bem tá oh! Guia Michelin.
Tá bem esqueceu a broa de milho.

Pois é, estas coisas têm todo um pretexto: é que no dia 27 vou finalmente aparecer no Centro Comercial de Belém. Merece música? Merece; tango, rumba e almoço no restaurante da viúva, já ali nas Terras de Basto. Atenção, vou ter que me despedir da família; dizem Xutos & Pontapés que são 9 horas de caminho de Bragança até Lisboa, que fará entre Arco de Baúlhe e a Gare do Oriente?


NOTA Post-scriptum

Ainda não me decidi se interpreto Rachmaninoff (Сергей Васильевич Рахманинов) ou Sergei Sergeyevich Prokofiev…

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Quem se mete com «Políticos», leva!



Estava eu, entretido a começar uma coisa nova, muito bonita… quando me disseram:
- Tem tento, vê se tomas mais duche de água fria, senão…
Vai daí, eu perguntei: - É coisa p'ra muito tempo?
- Não! Vê lá se estás sossegado aí por uns dez a vinte dias, depois, podes brincar à vontade.

Fiz de conta que, afinal, não sou tão híper-super-convencido e pesados os prós-e-contras argumentei contra o meu orgulho de puto mimado e disse para as minhas T-shirts:
- Eh! Pá… olha que isto vale a pena. Agora os gajos só querem putos com hormonas e se possível até 30 anos.
Posto isto, palavras para quê?
É que o alex.sousa também é um artista português.
Percebeste? Ou queres que te explique?

Sabes bem.
Os rapazes (bem acompanhados...) gostam de dizer verdades, se possível mentindo.
E atão noé que eu detesto heróis mortos?
Como é que eu me vou livrar desta merda?
Diz a minha ácida consciência:
- Desenrasca-te merdoso. Não é o que costumas fazer?
É isso!
Oh! Portugal, Portugal. De que é que estás à espera?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Foi para Lisboa…


Está a passar esta manhã na Antena Um uma entrevista do senhor AEP, mais conhecido em Rio Meão pelo Ludgero. Pois, diz quem sabe, que os políticos do Norte foram todos para Lisboa tratar da sua vidinha!
Se o Ludgero diz é porque é verdade.
Nem a propósito…

«Lisboa, 08 Mai (Lusa) - A Cisco Portugal pretende triplicar o número de academias, centros de formação profissional em tecnologias de Internet, no mercado português até 2011 e atingir as 400, disse hoje à Lusa o director-geral, Carlos Brazão.
O responsável pela subsidiária tecnológica portuguesa falava à agência Lusa a propósito do memorando de entendimento que a Cisco assina sexta-feira com o Governo português para "formação técnica profissional".
A assinatura do acordo ocorre durante a inauguração do novo centro de logística europeu da Cisco, denominado Hércules, e da nova sede da empresa em Portugal.»


Conheci Diogo Vasconcelos, ex-gestor da UMIC e actual consultor da presidência da república, nomeado pela Cisco para dirigir internacionalmente a área de consultoria para o sector público da empresa, integrada na unidade de Internet Business Solutions Group (IBSG). Antes do governo do nosso bem amado presidente da União Europeia, o Diogo era um jotinha laranja, mais ou menos encostado (ali para as bandas da Católica) à eminência parda do PS do Norte: Alberto Castro.
Num golpe de vento, o Diogo ultrapassou muito crânio do PSD pela direita e eis senão quando, os betinhos acordaram e já estava ele em Lisboa com a fabulosa central de compras do governo nas coxas das mãos. Que querem? É a vida!

Não desistam. Em Lisboa há óptimas saladas e recomendam-se.

E eu de inveja roído, roído, roído, ruído, ruído, ruído…

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Bob Geldof a plantar batatas no jardim do espírito santo

Óbvio que o BOB não conhece a África, tirando o percurso entre o aeródromo e o hotel onde fica, quando lá vai mais o Guterres distribuir batata frita à inglesa.
Óbvio que o BOB desde que percebeu – ele e outros – que uns concertos mais uns CDs e uns vídeos à escala mundial resolviam o problema do «dream team», nunca mais deu corda à guitarra nem à viola.
Os governantes africanos fazem todos parte de um bando de criminosos. Deixar Angola pendurada no cartaz e esquecer a Nigéria ou os vários Congos, traz um cheiro a negócio mal concluído. Mas, isso são problemas que o BES, CGD, BPI, BCP, Galp, Mota-Engil, Expresso, Sol, e outros, e outros, resolvem um dia destes.


Nelson Mandela foi para casa, porque… porque… porque é doutro Mundo. OJO!

Angola teve uma guerra mortífera entre 1961 e Fevereiro de 2002; apadrinhada por muitos fabricantes de batata frita, bolacha Maria e leite de soja. E, não fora o conluio tecnológico entre a C.I.A. e Zé Santos, ainda a procissão estaria longe do adro da igreja.

Regressemos aos problemas que preocupam BOB, ou seja, tratemos de plantar batata no Jardim da Boavista (Porto) ou nas laterais aos Restauradores (Lisboa), na Pr. da República (Coimbra) ou no Jardim de Santa Bárbara (Braga), o Jardim do Bonfim (Setúbal) também tem bom corpo para ser aproveitado.
Juro que não sou malévolo sugerindo à Regina que reescreva o seu texto sobre os Mestrados & Campos de Golfe mas agora nitidamente orientada para o agrião e alfaces várias, manjericão (diz-se alfádega no meu sítio), ervas cheirosas e outros truques para matar a fome.

Já agora: ver o texto da
Business Week sobre Rural Business
São sempre umas ideias novas para fazer crescer o Bologna Process.
Boas saladas!!!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Hoje também é o meu dia de trabalhador, por isso: Murganheira super-reserva bruto 2004



Mantenho vivo aquele refrão da «terra a quem a trabalha».

Manhã cedo, o equivalente a seis cafés mais dois pães com queijo amanteigado (de Seia) e vá de assobio até à horta (5000 m2).

As raízes das plantas querem-se com aconchego da terra, vai daí, três dúzias de pimenteiros transplantados, seguidos de uns tomateiros daqueles cujo fruto parece uma maçã espriega, um curto descanso a namorar a flor dos marmeleiros e depois mãos à obra, que a promessa era de meter umas vides de moscatel previamente abaceladas, agora já no sítio definitivo.
Digo-vos assim de mansinho, num sussurro de pé-de-orelha que não posso com uma gata pelo rabo.

Pelo sim pelo não, tomada que está a dose de água fria recomendada pelo bastonário da ordem dos médicos e cruzada anti-oftalmologistas cubanos, vou entregar-me a outro tipo de trabalho, mais soft. Mesmo assim, ergo a minha taça a quem, por razões corriqueiras, se tenha que entregar a tarefas e actividades inglórias, tais como as que se vão seguir.

Um Bom Dia Primeiro de Maio a todas e a todos.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

(Às vezes…) A separação entre verdade e mentira pode não ser mais espessa do que…




Confesso que esta história do António Raposo, professor da educação inferior durante 30 anos, cujos documentos de habilitação para o exercício da profissão não foram aprovados, me deixou inquieto.
Confesso que exerci a profissão de educador no patamar superior em duas instituições públicas e os documentos que, pretensamente, me habilitaram para o exercício do mester eram (são) simples fotocópias, cujos originais estão guardados por mim na Casa do Pujal.
Prestei provas públicas de aptidão pedagógica e capacidade científica... presididas pelo nosso venerado ministro Fernando Teixeira dos Santos, tudo isto acrescido de outras cenas chamadas 'pós-graduação' que, eventualmente, serão tidas mais em conta do que as já citadas fotocópias. Isso nunca me impediu (nem impedirá) de dar o mais valioso e alguns tostões, para frequentar sessões avulso e/ou por atacado, de tudo quanto cheirar a educação/formação interessante e inovadora.
Quero dizer tátá e a língua parece entaramelada… pois então não é que, eu sinto, apesar do meu envolvimento anos e anos a fio num desanimador doutoramento em economia do desenvolvimento quando todos os craques já tinham queimado os livros que haviam escrito, apesar de ter levado (muito) a sério um mestrado em gestão da ciência (de que gostei), apesar de – displicentemente – maltratar um doutoramento de meia tigela em gestão industrial, sou obrigado a confessar ao mundo, que o portefólio suporte das minhas andanças no ensino/educação/formação provem da Escola Técnica da IBM, das estadias nos laboratórios da Lyonnaise des Eaux, da passagem pela Daimler-Benz, dos projectos do Ikerlan, do curso de formação de formadores vulgo CAP que apesar de não ser obrigatório (tenho mais de 20 anos registados no ensino) gostei de fazer, do tempo que passei em Eindhoven, Cambridge, Glasgow, S. Francisco, Salt Lake City, Aalborg, dos seminários que a U.A. me proporcionou ao longo dos últimos anos, das horas agradabilíssimas que passo com os meus alunos dos MBAs (pagas a 80 Euros/hora), dos meus roteiros como andarilho que só terão fim na hora da grande viagem…

Receio, que uma cuidadosa sacudidela de papéis, em qualquer uma das instituições públicas da educação superior, possa fazer voar pela janela das Administrações um bom lote de certificados, diplomas e outras garantias feitas na mesma fotocopiadora que trabalhou para o António Raposo. Hesitante, até porque posso ser julgado como conivente em falsificações de documentos e promoção de habilitações não certificadas, acabo de afirmar neste espaço de comunicação, aos quatro ventos, que estou disponível para testemunhar a favor do António Raposo. Desse facto, já fiz seguir carta pessoal com essa decisão.

Estava eu a lucubrar sobre este e outros quiproquós, quando recebi mensagem de uma colega nossa, ilustre, a rejeitar um artigo de minha autoria, que ela havia solicitado para Revista que a Senhora coordena e publica. Acompanhava a rejeição, um bem elaborado tratado linguístico que se desdobrava ao longo de 6 páginas.
Li com todo o cuidado a prosa da minha amiga. Atribui 100% de credibilidade às razões da sua (dela) mágoa, pela porcaria de prosa que eu lhe havia enviado.
Escrevi-lhe com grande simpatia a oferecer o meu ombro para tão grande tristeza.
Acreditem que regressei ao famigerado texto e à resma de correcções sugeridas pela nossa doutora. Senti-me assim a modos que mentiroso computacional.
Helas!
O meu artigo pretendia ser um resumo de uma colecção de textos que Eu escrevera originalmente em inglês, para os meus alunos da UTA-UFA. Trapalhão como sou, meti o inglês original no Google Translate e verti aquilo para português. Juro, andei às voltas com 12 páginas de tradução automática durante 2 semanas (a espaços). Também me pareceu que o resultado final teria ficado melhor, se reescrito à pata pelo autor.
Mas, só eu sei, que a diferença entre uma história assim vivida, assim contada, ser verdade ou mentira, possui uma espessura que não é mais do que a…

É por histórias como esta, e outras ainda mais inverosímeis, que eu escrevi ao António a oferecer-me como testemunha. Só vos sei dizer que, se o António me aceitar, vai ser o bom e o bonito para o Juiz me aturar.