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domingo, 25 de maio de 2008

Professor low cost or low cost professor?



De todos os SMS que tenho deixado no telemóvel multiempresa do meu amigo Administrador, ele, que à velocidade a que ganha dinheiro só pode ser uma pessoa inteligente, reagiu e bem, aquela parvalheira de nos dedicarmos ao professor low cost. O sarilho – com esta gente de multinacionais nada é linear – é que a resposta continha em si mesma uma pergunta: - Estás a pensar em ‘professor low cost’ ou em ‘low cost professor’?

Estou em suspenso. A primeira reacção (defensiva) muito profissional foi abrir vários Guias do IQF. Depois, naturalmente, visitei páginas e páginas dos meus colegas do Dept.º Ciências da Educação não desfazendo do que se faz no Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa, mas sem sucesso. Concordo com o Ministro, às segundas, quartas e sextas do Ensino Superior; às terças, quintas e sábados, da Ciência e Tecnologia: - Não existem professores com características de flexibilidade, que possamos despedir por inadaptação ao posto de trabalho! Mas que vamos cortar uns tantos contratos, lá isso, terá de ser.

Quem tem culpa de me ter passado palavra sobre esta precisão do low cost foi a Cláudia. Nascida numa faculdade de letras ali para os lados do Monte da Caparica, aterrou no aeroporto de Pedras Rubras e de quando em quando, cruzando-se comigo em Francelos, traz à memória uma promessa nunca cumprida que foi a de descascarmos esta história do low cost. Os neurónios são de facto muito traiçoeiros.

Neste domingo de chuva, em que as encomendas para estar, hoje (ao jantar), à minha mesa de assado em forno de lenha (acácia, giesta e codesso) são mais do que as mães, sinto-me particularmente vocacionado para a caridadezinha. Tenho pena do professor low cost que acredita piamente no PowerPoint e que nunca experimentou, em sala de aula, deixar apenas o primeiro slide esparramado na parede e repetir de dez em dez minutos: - Como ireis ver noutros slides… e blablablablablablablablablablabla; até chegar o final da lição. Que gozo Senhor, que gozo.
Tenho pena do low cost professor que anuncia na sala de aula, outras realizações, onde eventualmente possa vir a recuperar o poder de compra que se esvai no dia a dia. Tenho pena do professor low cost que oscila entre o enviesar para um livro editado pela LeYa e outro da GuYma, porque dali virão, quem sabe, traduções, arranjos, embalagens, distribuições.
Oxalá que MFL, PPC, PSL, venham a derivar da posição liberal (Alô, alô Carlos Silva, aquele abraço) para um gostinho, ainda que ligeiro a social-democracia (será que se lembrarão do que isso é ou significa???); pelo menos para os professores crentes em telejornais e promoções avulso, no mínimo, esse deslizar ajudará a suportar mais uma semana de aumentos da GALP. É que o low cost professor deixou de comer bolas de Berlim para colaborar na campanha da obesidade, deixou de acreditar no Benfica após ter ido à festa de despedida do Rui, se não o deixam ir de popó para a escola e o obrigam a partilhar o transporte escolar da Autarquia, então que se lixe esta treta toda, é preferível ir para Cuba numa excursão de oftalmologia.

Por mal dos meus pecados, apesar de tentar fintar a escrita, sinto uma dor aqui no lado esquerdo que, traduzida, repete: Vê lá se lhe dizes alguma coisa!

Falando de botão para botão – mesmo que esteja vestido com T-shirt – consigo alinhavar duas ou três ideias:
● Há ou não há um modelo para entregar educação/formação, lá no meu sítio?
● Lá no meu sítio, acredita-se no «negócio» de educar/formar?
● Os rapazes e as raparigas lá do meu sítio estão conscientes que há tecnologia associada a esta profissão de professor?

Vou pensar nestas coisas. Tem de ser. É que o meu amigo Multinacional pode lembrar-se de aparecer na minha mesa, mais logo?!
É por isso que o futebol dá jeito. Em havendo campeonato, passa-vos pela cabeça que isto do professor low cost mereça 5 minutos, sequer?

sábado, 24 de maio de 2008

Professors as producers (V)



Depois de várias tentativas de representação gráfica, quer o meu multinacional amigo quer eu, já estamos cansados de tanto pensar em tão pouco tempo.
Parece impossível que gente tão fina e tão culta mas tão vendável e individualista, não tenham tempo para ler meia dúzia de linhas que o seu assessor, consultor, contratado, com tanto sacrifício escreve. Nesta ânsia de reduzir a grafismos tudo o que cheire a palavra, chego a temer que grandes normativos como programas de governo e estratégias eleitorais passem a ser distribuídos apenas, em banda desenhada.
Alias, já lhe mandei dizer por SMS: ou lês nem que seja só uma linha, do que o teu amigo escreveu, acerca da Universidade-Empresa que encomendaste, ou recomendo à Alta Autoridade que investigue o mecanismo dos aumentos de preços das coisas que vendes, para além do algoritmo do teu último aumento como Administrador Executivo.

Nesta fase, em que nem sequer há campeonato, defronto-me com vários problemas qual deles o mais sindromático. Tá bem… eu sei que tudo se resolve com uma boa estratégia e um bom plano, eu sei isso. A questão nevrálgica é que, se o meu amigo Administrador, apesar da suposta eficácia da sua gestão empresarial, não consegue decidir entre dois caminhos e em tempo real, como vou eu poder, pobre homem, mergulhado em educação/formação de topo, passar dos grafismos às palavras, das palavras aos Normativos, aos Regulamentos, aos Estatutos, a todo aquele enorme disparate burocrático em que os meus Mestres se embrenharam e na teia dos quais tão finamente me aculturaram?
Definitivamente, preciso que ele se desinteresse do processo fundacional da coisa pública, que se volte para o nosso mundo privado, onde toda a cultura tem preço. Vejam-se os exemplos de Torneira do Amaral e Torneira Pinto; eles sim, eles compraram Editoras que são donas dos Escritores, também dos livreiros, também do Expresso, Sol, Público e outros jornais desportivos. O académico vende alguma coisa? Se vende… então, estamos interessados; diga o seu preço. Os académicos são como os livros, a métrica do seu valor é a mesma, ou seja mede-se em Euros.

Ontem, olhava para a sala de aula. Hoje, olho para os candidatos a autoridades da sala de aula. Também estou com montes de problemas na condução do diálogo com este tipo de gente. Estou com a sensação de que a maioria dos doutorados (sim, porque o resto da cambada não passa de alistados e voluntários) se sentem anestesiados no meio de tanta segurança laboral que estas resmas de Normas & Regulamentos & Estatutos, lhes transmitem. Sim, é certo que haverá um ou outro nostálgico que murmura sem grande auditório, que tanta normativa será o meio encontrado por governantes e executivos de topo para que eles se possam evadir do quotidiano e deixem a quem sabe, a solução real dos problemas que a sociedade coloca à Universidade, à autentica, à única, à verdadeira. O importante é que o Professor esteja rodeado de tranquilidade e de silêncio. Deixem o ruido administrativo, deixem a gestão, a administração a quem sabe. Já nos basta a nós, que temos a Ponte Vasco da Gama, a Galp, Modelo, TMN, Brisa, sei lá mais o quê, as espinhosas decisões que nos custam os cabelos da alma, que oprimem o nosso indefectível portuguesismo (Alô, alô seu Mexia, aquele abraço) e ter ainda que regulamentar produtos e produtores da administração pública... Não! Decididamente não. Na tal estrutura (ou será textura?) que o meu multinacional amigo irá decretar, mais tarde ou mais cedo, apenas irá aparecer um soberano: Só o valor e nada mais que o valor. Tudo para nós vai girar à volta desta ideia: O valor para nós é tudo.

A nossa Universidade-Empresa (se bem que não esteja decretado que assim se chame) concebida sob pensamentos, palavras e obras mercantis, não pode ter como objecto a qualidade científica, dada a preocupação fundada, segundo a qual os estudantes consigam a graduação ou certificado ou diploma por via de critério quantitativo; não há qualquer evidência de que os critérios qualitativos ainda sirvam para alguma coisa.
Ah! Já esquecia um pormenor muito, muito importante:
- Não esquecer o recrutamento de mais professores low cost. São uma massa anónima, discreta, obediente, mais recibo menos recibo, sem grande preocupação de métodos e outras tretas. A hora é de acção.
Vê lá se gostas deste blueprint:
Primeira tentativa de ORGANOGRAMA:
Três ou 4 trutas, daqueles que dão aula de gabardine vestida – seja Outono, seja Verão - mais 40 dos alistados/voluntários e aí centena e meia de recém bacharelados, para arrumar mesas, limpar o quadro, verificar o software da Microsoft, testar os powerpoints, fotocopiar uns textos, mudar o toner das impressoras, tirar café ao balcão, limpar sanitas, cumprir a escala do securitas, assim de momento, não estou a lembrar mais nada de significativo…

domingo, 11 de maio de 2008

MCTES «directas» Já! (2.ª tentativa)

XV mês de ordenado

Notícia do Expresso, diz-nos que Paulo Teixeira Pinto terá, na Guimarães Editora, aumentado os salários de todos os empregados e atribuído o 15.º mês de ordenado.

Então não é que um Doutor Banqueiro ficava tão bem a administrar o MCTES (?!)

terça-feira, 6 de maio de 2008

Quanto vale um «Recurso» ? e se for «Humano»?


Uma multinacional portuguesa com carteira de clientes/projectos absolutamente notável teve a atitude simpática de pedir a um Prof. Catedrático da nossa praça que procurasse um candidato (M/F) susceptível de ser seleccionado para o posto de trabalho, assim configurado:


Serviços:
- Relacionamento com Mercado (universidades, laboratórios, fornecedores, etc.);
- Gestão do conhecimento tecnológico (vigilância de conhecimento emergentes e gestão de plataformas de comunicação (sites, newsletter, biblioteca, revistas);
- Gestão de projectos ligados à tecnologia;
- Desenvolvimento de competências técnicas (actualidade técnica, formação, e-learning).

O perfil dos interessados deverá preencher esta grelha de competências:
- Formação complementar em gestão do conhecimento;
- Formação base em áreas de gestão, psicologia ou outras que abarquem esta temática;
- Conhecimentos em informática (internet, e-learning, comunicação digital);
- Disponibilidade para a mobilidade (nacional e internacional);
- Dinamismo e motivação para trabalhos em equipa;
- Capacidade de comunicação;
- Criatividade.

As respostas deverão ser endereçadas para
Bzbzbzbz@bz.pt até dia 12 de Maio, 10 horas.

Imaginem os meus aleatórios leitores (M/F), que vos passa pela cabeça a ideia peregrina de que as nossas universidades/politécnicos entregam profissionais com características bastantes, para satisfazer esta necessidade concreta do mercado.
Ajudem-me…
Que graduação? Curso? Escola? poderiam fazer parte da grelha de selecção???

segunda-feira, 5 de maio de 2008

MCTES: «as promessas são para cumprir!»


AINDA... aquela crença na justiça das intenções.

Eu, me confesso esperançoso, em que o MCTES, que não zela pelo bem estar dos educadores, pelo menos, faça alguma coisa para corrigir a injustiça com que foram (são) tratados alguns dos alunos da educação superior.


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From: MOREIRA Elisio
Subject: Re: Parece que agora é desta
Date: Mon, 05 May 2008 08:33:07 +0100
To: alex.sousa@ua.pt

Bom dia Prof Alex:
Parece que a intenção, e digo intenção porque ao chegar à realidade as coisas derrapam, é boa: embora tardia. Esta questão coloquei eu à Provedoria de Justiça em 11-09-2002 conjuntamente com outras relacionadas com as leis de autonomia das Universidades e estatuto do trabalhador estudante. Como bons portugueses que somos (estendo isto aos nossos governantes) a questão foi sendo empurrada para o esquecimento.
Se a medida agora anunciada fôr efectiva, dirigida a quem precisa a aceite pelo mercado de trabalho, então será uma boa medida
Salutations Elisio Moreira API:CACAVE010 Logistique Cacia - Documentation Ph 00351234301300 poste 1741


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terça-feira, 11 de março de 2008

WHAT ELSE





Regressávamos a casa, eu o Virgílio, Manolo e Regina, por entre a chuva de Braga e trânsito do fim de tarde. Lucília já tinha partido rumo ao Sul, decidido que estava, o próximo confronto ser à beira do Rei do Choco Frito.
Limpas as armas, arrumados os tarecos na mala do carro, varrido o lixo para debaixo do tapete, dizia-me o Virgílio: - Como é que tu és a favor do RJIES?
Entre 3 curvas e 4 semáforos voltei ao argumento favorito que dá conta da minha orientação no sentido de entender o «processo de Bologna» como de facto é, ou seja, um projecto. Todos os projectos têm a sua parte das regras que balizam o modo de jogar.
Palavroso, este REJIES. Se feito por gente de engenharia, teria no máximo 4 páginas, 3 com algum esforço de síntese. A meu lado, Virgílio comenta o enredo (ou será fado Alexandrino?) em que andam as Assembleias Estatutárias das IES procurando estender poderes que não existem no RJIES, inventando poderes que não estão previstos no RJIES, erguendo assessorias, consultorias, escritórios de ‘brockers’ e correctores de acções e interesses que já deram, gabinetes de Senados que outra coisa não são senão sítios onde se joga a bisca lambida, jogadores e assistentes de mãos nos bolsos e produção igual a zero.
Nos intervalos aparece a Severa e canta uns fados.
Como diz o nosso bem amado papa Ratzinger, há que suster o pecado.
Creio na AAAES e no extensíssimo tempo que vai levar até à nomeação dos seus excelsos membros, negociados naquela enormíssima cidade de transmontanos, beirões e alentejanos, até ser cooptado o último dos «etarras» que vai dar corpo e letra à estafadíssima saga das acreditações. Serei ainda vivo quando a penúltima das públicas tiver terminado o seu report de autoavaliação? Será que sou?
Creio numa ou duas ou três fundacionais que vão tentar demonstrar que, no passeio dos alegres também há direito à diferença. Recordo ter olhado, detidamente, para o vídeo do ataque comunista ao AUGUSTUS e, sinceramente, não me pareceram estar nessa cena, os atacantes, todos vestidos de igual… minto, os lenços eram todos brancos.
Honra seja feita a Zé Mariano e ao traje que o distingue da Lurdes; o Boss vai a todo e qualquer lugar, bem vestido, óculos à rico, falar com pessoas que evidenciem vantagens a favor do processo em curso. Não consta que esteja preocupado ou que deixe de dormir com tanto enredo (ou será fado Alexandrino?) obsessivo com Senados e outros jogadores da sueca. Contrariamente à Lurdes vestidinha de Maria Papoila, Zé Mariano anda sempre de fraque. Vaidosos que nós somos; como eu te entendo Zé…

Tal qual George Clooney, também eu apareço sempre que posso em anúncios de vacas leiteiras, fazendo jus à frase consagrada ‘What Else’ e dou o meu melhor nesta cruzada de animação contra o desencantamento e extremo comportamento low low low profile, de que fazem gala os profissionais da educação superior.
Tenho uma admiração – sincera – pelo continuado partir pedra a que dia-a-dia o José António se dedica (a utopia realizável). Não há hipótese, ele não desmoraliza, venham 20 ou 30 chover no molhado ou na passadeira vermelha, JCR chama-os pelos nomes, insiste, insiste, insiste.

O processo em curso na Universidade do Minho não é, nem tem de ser pacífico. Os processos pacíficos são aqueles que defrontamos com o Ministério da Finanças quando não pagamos o IRS. Como dizia ontem Rui Vieira de Castro (aquele abraço), «há diferentes visões da universidade… deve haver condições para o confronto de opiniões»
Pois é Rui, pois é…
Sabes bem o que acontece quando a Mãe do Macaco se põe a jeito?!
Os jogos do poder são sempre a doer. Repito a frase de um Bispo meu amigo, quando eu, macaco agnóstico, lhe fui pedir para interceder a favor de terceiros: - Alexandre! Diz a palavra do Senhor… “Esmagar o teu inimigo com a ponta da tua bota!”

Interessante ter ouvido ontem, em Gualtar, uma palavra que começa a tornar-se incomodativa, repetitiva, e que deve ser deixada «livre» seja aos crentes seja aos ímpios, seja ao justo seja ao pecador: ÉTICA
Que raio de coisa será esta?

Vou terminar que o patrão chama por mim; são as T-shirt para levar até aos Montes Urais, são 60 mensagens sobre business intelligence dos grupos Oracle a que tenho de responder, são mais 26 mensagens dos grupos Protégé a que tenho também que dar resposta, são 57 tretas pelas quais já passei os olhos desde as 6 e tal da matina, são as lembranças do Carlos Daniel e aquele ar durão de quem vai levar o COMUM até aos limites – não esqueças de mandar um jornal ao meu amigo Augustus o santos silva. Mais um abraço fraterno que tenho de mandar daqui (hoje estou na Trofa) até ao Luís Pedro – a eterna juventude e o grito de revolta contra a injustiça; mais aquela miúda redondinha com um sorriso muito lindo, que gravou umas cassetes com tretas minhas. Maus exemplos, maus exemplos que deixamos a estes miúdos e miúdas…

Vou deixar-vos. Espero rever-vos ainda antes de me sentar no Rei do Choco Frito.
Até sempre!

sexta-feira, 7 de março de 2008

INFORMAÇÃO - REUNIÃO COM O MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR

Transcrição quase instantânea...

"Caros membros da comunidade académica,

A Assembleia Estatutária da Universidade de Aveiro deliberou, a 8 de Janeiro, submeter um dossiê à tutela que permitisse aferir e ponderar a eventual viabilidade de transformação da Universidade de Aveiro em fundação pública com regime de direito privado.
Dando sequência ao processo então iniciado realizou-se, na passada quarta-feira, a primeira reunião de trabalho com o Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A reunião incidiu sobre o projecto de desenvolvimento da UA, oportunamente apresentado, e sobre questões legais em diversas matérias, que entendemos carecerem de clarificação e que deverão ser objecto de análise conjunta em futuras reuniões.
Este assunto será abordado nas próximas sessões da Assembleia Estatutária da UA, órgão com competência nesta matéria, e do Senado, órgão com representação de todos os corpos e unidades orgânicas da Universidade.

A Reitora
Maria Helena Nazaré"

E… no entanto, farto-me de mexer a favor!




Quem pensar que este negócio das «fundacionais» é um balcão de mercearia, engana-se; negociar «fundacionais» é coisa para uma Secretaria de Estado do MCTES (I.S.T.) ou upa, upa: um complexo hipermercado CONTINENTE (U.P.).
Tudo o resto são trocos, a U.A. não ultrapassa uma lota de peixe e o ISCTE não vale mais do que uma plataforma logística daquelas manhosas.

Muito embora Zé Mariano ponha a boca no trombone e sussurre diálogos e trocas de folhas Excel com três universidades a única coisa que lhe pode trazer aumento de ordenado é a Fundação Marques dos Santos.
O Reitor da U.P. é homem experimentadíssimo, feito (também) nos corredores da Sonae, com 10 vezes mais calo no rabo do que partículas alojadas nos óculos do Zé Mariano. Herdou uma universidade parecida com o reino de Portugal que El Rei D.João II «O Homem», recebeu de seu pai; ou seja, Marques dos Santos é dono da Praça dos Leões e de um Campus confinado aos corredores do vetusto (lindo) edifício do centro da pequena cidade burguesa e arruinada que dá nome ao Vinho do Douro.
Neste momento, ainda está em vigor a «omertà» ou Pacto de Silêncio e só as escutas telefónicas nos conseguem dar indícios do que ZM coscuvilhou com MS (29.02) e MN (05.03). Façamos de conta que a proposta de Maria Nazaré é comestível, com prazo de validade aceitável, tudo dentro dos tradicionais e bons costumes das famílias portuguesas que passam veraneios nas Praias de Mira.
Problema, problema é o engulho do contrato-programa para 5 anos que o Marques dos Santos levou no merendeiro e plantou lá no jardim da cidade grande.
Não é que passe pela cabeça do nosso venerado e atento Primeiro, sequer a lembrança aziaga (cruzes canhoto te arrenego belzebu…) de que o pelourinho pode ter novos inquilinos a partir de 2009, ná ná nessa não acredito. O Barão de V.N.Gaia não vai lá das tíbias.
Imaginem outros por esse País abaixo, como o ilustre tocador da Brigada, por exemplo, postos a desenhar e a propor cópias afanadas do que o homem do Norte levou ao MCTES? Ná ná que o Teixeira dos Santos não deixa os totós académicos brincarem com o contrato-programa, é que isso, são coisas muito sérias. Percebeu Professor?

Bom, agora que está espalhado o mote, vai lá a ver se nos entendemos, até porque o Virgílio tinha colocado a questão, preto no branco:
- É ou não verdade que Zé Mariano aparece nas reuniões das assembleias estatutárias?
- Sim senhor é verdade, mas apenas nos casos de partos dolorosos.
Diga-se, em abono da verdade, que as noites do Porto não servem apenas para as festas dos Super Dragões, também amenizam posições mais irredutíveis, sejam dos 12 magníficos Doutores, dos 3 alunos das jotas, do famoso hoteleiro José Miguel Júdice, do televisivo Rui Moreira, do fabricante de vacinas, do expositor de quadros, do patrão do Fraunhofer Porto, mais o Maestro que toca a música fundacional; total = 21, o que está certo.

Não sabemos ainda se Marques dos Santos trouxe garantias de que os 19 milhões de € reclamados já foram depositados na conta da U.P. mas que diabo, será que 28 mil estudantes lá registados não poderiam pagar um pouco mais pela «carta de curso»? Ou, adiantar as propinas que vão pagar até 2015? E um dia de salário mensal por parte dos docentes, até à reforma, também seria mal alembrado?
Por mim, não tem que saber. Zé Mariano troca com Lurdes, Valter & Associados.
Quanto mais depressa deitar água na fogueira melhor. E não digam que isto não dava um sainete do 'caraças', ver a Lurdes a negociar Fundacionais?
Ah! Ah! Ah!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

ANUNCIO grátis

Dia 29 de Fevereiro, no Centro Nacional de Cultura, em Lisboa

Reitora da UA participa em mesa-redonda sobre o futuro das universidades portuguesas
A Reitora da Universidade de Aveiro, Prof. Maria Helena Nazaré, participa no dia 29 de Fevereiro, às 18h00, numa mesa-redonda intitulada «A Universidade em Debate».
O evento será moderado por Diogo Freitas do Amaral, e conta ainda com as presenças de Alberto Amaral (director do CIPES), António Nóvoa (Reitor da Universidade de Lisboa) e José Medeiros Ferreira (professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).

A mesa-redonda realiza-se na Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura (CNC), sendo uma realização conjunta desta instituição com a Federação Portuguesa das Associações e Sociedades Científicas (FEPASC).
A sessão de informação e debate, onde também intervêm os presidentes do CNC, Guilherme d’ Oliveira Martins, e da FEPASC, Mário Ruivo, vai abordar o processo de reforma da governação das universidades actualmente a decorrer.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Atenção: Perigo! «os bloguistas sofrem de apneia»



Alguém que muito prezo surpreendeu-me recentemente no meio do transcendente problema (ultima paixão) do «Cracking the sex code of John Maynard Keynes» verberando algumas das minhas atitudes e comportamentos que ela comparava a uma apneia obstrutiva. Palavra puxa palavra e o azedo da conversa chegou, óbvia e ligeiramente, ao tempo e importância excessiva que eu estaria a dar a meia dúzia de blogueiros, para além de 3 incipientes senhoras que também escrevem umas coisas nessas “prateleiras” electrónicas. Quem assim fala não é gaga, antes verbaliza todos estes sons em puro castelhano com acento cubano.
Qualquer intelectual da treta que tenha visto o filme sobre as lucubrações de John Nash e outras mentes brilhantes, percebe ou faz de conta, que a dedicação aos blogues e outros estudos científicos relacionados com a guerra fria são fruto de deficiências intimas que, salvo douta opinião (um doutor é um burro carregado de livros), nunca ou raramente devem ser partilhadas sem ser no sítio certo.

Tenho estado preocupado com a compra do BCP feita em bom tempo pela CGD e praticamente deixei de falar ao telemóvel com o meu compadre Joe Berardo. Outra vez a história da apneia a fazer-me zangar com o Comendador que me acusou, em quatro ou cinco sessões de formação (tipo coaching), de suspender o discurso a meio de uma interessantíssima discussão em torno das vantagens dos ‘offshore’ das Ilhas Diego Garcia sobre os novíssimos ‘offshore’ dos Ilhéus das Formigas, ali para os lados do actual campo de tiro da U.S. Air Force. Confesso que os debates com este homem da cultura me deixam um certo amargo de boca e um jeito para enviesar a favor do quadro maníaco depressivo, logo eu que sempre quis comprar a Mona Lisa e acabei por dormir mor das vezes com mulheres de grande peitaça. Enfim, ninguém é perfeito, deve ser dito publicamente que tenho aprendido muito com meu amigo JOE, não serei eu que vou desdenhar da Banca Madeirense, abri conta e tenho gravatas do Banif, continuarei a facturar a 80 € à hora, et voilá…

Regressando ao ponto de partida, é ponto assente que a “Teoria da influência da apneia sobre os bloguistas” encontrou grande receptividade na zoologia em geral e na etologia em particular, quando se percebeu que os blogueiros também “jogavam”, em muitos casos, de forma análoga aos académicos e outros mentirosos. Neste ponto, aliás como sempre ocorre em matéria de publicações científicas, tem havido uma mistura de conceitos cuja culpa assenta no facto desta gente ser oriunda de disciplinas diversas e mal sedimentadas – digo eu – o que dificulta a compreensão do todo ou seja, do universo dos blogues que se dedicam a ratar nas beiras da educação superior. Tanto quanto eu consigo chegar e não será muito, é possível que seja a Economia (“Teoria da Propensão”) a explicar o comportamento animal (Etologia) que, por esta ordem, explicaria o comportamento bloguístico (Antropologia, Jornalismo e Sociologia) que levaria a consequências no dia-a-dia mctésico (administração, economia, educação, estratégia, direito, pedagogia, and so on…).

Além da complexidade da educação superior em particular (porque é que o Politécnico de Lisboa faz melhor investigação que algumas Faculdades, por exemplo), existe um agravante gerado pelo facto do processo de Bologna ter vindo a ser estudado por grupos antagónicos. Os académicos da U.M. pertencem a uma espécie diferente dos que prepararam grandes e famosas teses de doutoramento nas margens do rio Mira, ou do rio Zêzere e por isso mesmo, frequentemente, não se compreendem uns aos outros. Aparte isto, quando os conceitos evolucionistas de Zé Mariano se incorporaram nesta salada, irrompendo por entre as Salinas de Aveiro (ou o que delas resta), volta à tona a polémica ética e religiosa com os criacionistas, adeptos de universidades lançadoras de cursos a granel e pagas per capita. Só para ilustrar de modo didáctico os que já se perderam nesta meada centrada naqueles que cultivam blogues, e segundo o «Livro Branco da Direcção Estratégica da Educação Superior». a apresentar em Março próximo na capital da Galiza do Sul, 57% dos doutorados por universidades portuguesas não acreditam que o doutoramento é uma evolução dos mestrados. Note-se que isto decorre do trabalho do Marquês de Pombal feito no século XVIII. Se Pombal ainda é polémico hoje em dia, imagine-se Regina, Virgílio, MJM, JCR, JG, JO, JVC, LN, VE e outros carolas.
Toda esta gente (e outra, ainda mais importante) escreve em blogs, simplesmente porque não tem outras ideias, para além de trespassar a educação inferior para os autarcas a preços da uva mijona, fazer fundações em terrenos alagadiços com recurso a argamassa na proporção de três de areia e um de água, e dizer mal do Governo. É por isso, por tudo isso e nada mais do que isso, que eu suspendo o discurso quando me passa pela cabeça que tenho qualquer coisa de interesse para dizer. Se isto não é apneia, então expliquem-se melhor do que têm tentado fazer ao longo dos últimos tempos.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Primeira pedra «10 de Março, 2008»



Nessa segunda-feira (Braga time), algumas maduras e outros não menos maduros, juntar-se-ão na apresentação do tão esperado «Livro Branco da Direcção Estratégica da Educação Superior».

Esta publicação é resultado de uma exaustiva investigação realizada pelo Blogs & Myth, em que participaram mais de uma centena de entusiastas e crentes de instituições universitárias e politécnicas deste imenso Portugal e outras Regiões. Entre o extenso grupo de participantes já inscritos e outros que convidamos em dupla fila, contamos com alguns executivos e respectivas tentativas de explicação de aspectos relacionados com a direcção estratégica nas suas organizações, todas elas de primeiríssima água (Lisboa, Loures, Odivelas, Setúbal, Sintra, ...).

O objectivo primário é apresentar a situação actual, tendências e melhores práticas de gestão e direcção estratégica do tecido educacional português, transmitindo-nos, vendendo-nos ou até franchisando-nos uma visão mais interessante deste tema, chave para o futuro dos sítios que pretendemos, nos consigam garantir adequada reforma.

No evento, participarão Quim, Guida & Zé mais o Grupo de Especialistas em levar a cabo o fecho da sessão.

Dado o espaço limitado - O Minho é apenas uma parcela do Norte - é necessário confirmar a assistência, o mais breve possível para o endereço do «dono» do palco e das cadeiras:

"José António Cadima Ribeiro" jcadima@eeg.uminho.pt

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O que quer o meu País fazer pela(s) Universidade(s)?




Das duas ou três horas bem passadas no Campus de Gualtar, no meio de uns quantos irrequietos, retenho a bandeira levantada por Cândido Oliveira.
Às vezes as minorias têm destas coisas, ou seja, no linguarejar dos bitaites livremente lançados para o meio da tertúlia, levanta-se uma voz e diz do seu pensamento.
11 em cada 10 dos presentes na Escola de Economia e Gestão (U.M.) esgrimiam na hora, inquietações sobre a ausência de “pensamento colectivo” cujo objecto seria o que é ou queremos seja a UNIVERSIDADE. Na sala, neo-marxistas e neo-liberais, fundacionistas e empresarialistas, funcionários públicos e outros conservadores, revolucionários e intelectuais elitistas iam desfiando o seu rosário de contas muito mal feitas, digamos assim.
O Cândido, candidamente trouxe (tentou trazer) o debate para outro tabuleiro, bastante mais sério, muito mais exigente e logo, logo sem respostas, porque em rigor, o País não pensa.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

& depois do adeus...



& depois do adeus…

Quis Regina – sem ser Elis – que continuássemos a cantiga. É justo!
Não passamos de meia dúzia de ‘enfant terrible’ quase todos da geração prateada, mas orgulhosos de dizermos de nossa justiça. Giro, tudo muito giro, porque nesta bagunça de tudo ser permitido, andamos por aqui, amarelos, brancos e pretos, sem nos preocuparmos muito com a cor da pele nem o estilo do sabão.
O chamado ‘ensino superior’ está numa fase interessante da gravidez. Está prenho de ideias velhas, prisioneiro de todas as nossas declarações de interesses, para o bem e para o mal vazio de ideias novas.
Vejo-me a reflectir sobre tudo isto, imaginando-me Decartes, boa conta bancária ou rendimentos garantidos pelo herança familiar, deitado na cama lavada, onze horas da manhã, olhando o tecto, lucubrando sobre cagadelas de mosca e (re)construindo as bases da Geometria Analítica.
Tenho dois pares de óculos pousados na almofada da cama: um, lentes mais volumosas, olha para tudo isto como se eu fosse (sou) Bispo; outro par, lentes filigranicas, olha para tudo isto como se fosse urgente irromper outra terça-feira vermelha, também pode ser encarnada, para não ofender amigos de sensibilidade infrared. Os dois pares de lentes são antagónicos e irreconciliáveis, pese a deferência com que se cumprimentam sempre que se encontram.
- Como está senhor Reitor?
- Como está senhor Professor?
Que puta de vida! Direi eu, olhando à minha volta e passando a pente fino os jovens padres que a mim se chegam e as freiras convictas que no meu confessionário se confessam.
Aqui chegado, lembrando-me do báculo e do anel, deito mão a uma espada de fogo que arde e que se vê e não resisto a dizer à boca cheia:
- Esmagar o teu inimigo com a ponta da tua bota!

domingo, 2 de dezembro de 2007

Confesso Senhor, eu confesso…



Já tinha feito uma quantidade de coisas desde que o Sol da Senhora da Graça me havia batido nos olhos. Ressabiado do corpo gelado do dia anterior, tinha calçado as xanatas e ido para o estradão bater mais uns quilómetros, ajudado pelos cães dos caçadores que não perdoam aos gimbras como eu, a ousadia de andar na beira dos montes, porque hoje é domingo.
Saí cedo na direcção das serras da Lameira, ali entre Montim e Regadas porque o Zé Ferreira me havia dado notícia de uns penedos que lhe pareciam contar histórias de antigamente. Nós, por aqui, somos muito ciosos destas pegadas do ser humano, tão ciosos, que existe um planalto onde os romanos estiveram acampados 120 anos, e mal soubemos das primeiras fíbulas encontradas, levamos lá um arqueólogo, daqueles que já tem trabalho para o resto da vida e num domingo, duro como o diabo, gizamos o plano de ataque que consistiu «só», em contratar uma máquina para deitar mais 20 cm de uma camada de terra por cima de toda a área imaginada como acampamento.
Bom, mas isto é apenas um ‘fait divers’ deste meu dia.
Parei em Fafe para dar corda ao depósito do ‘gasoil’ e fui para a bicha de um daqueles milhares de Modelos que povoam as nossas pequenas cidades-aldeia. Apetecia-me um café ou dois e assim aconteceu.
Entretanto fui passeando os olhos pela fauna da manhã e parei na miúda que estava de serviço à máquina registadora dos pequenos-almoços. A carinha não enganava, aquela frescura toda vinha ali de Moreira de Rei, daqueles sítios onde os de fora ainda não se aventuram a fazer filhos. Aqueles traços são inconfundíveis e o genoma das gentes mantém-se inalterável.
Era toda uma alegria de primeira vez, em que, saída fresquinha da formação a miúda perguntava tudo ao cliente, queria saber tudo, tudo explicava numa explosão de estar bem com aquilo que fazia.
Mau, como sou, hiper-super convencido como diz uma amiga minha, imaginei o que seria o mesmo filme daqui por um mês.
A rotina vai deixando cair as frases, a tentação de pedir o cartão a este mas esquecer pr’a aquele, o fechar a frescura do sorriso, perder o automatismo da chávena para um lado e o pão-com-manteiga para o outro, etc. e coisa e tal.

Mau, como sou, lembrei-me da maioria esmagadora dos nossos professores da educação superior, sem formação para ensinar, educar, instruir, explicar, apresentar, comentar, perguntar, brincar, e tantos outros verbos que fazem falta na nossa sala de aula.
Veio à minha memória, tantas primeiras vezes, de novos cursos, novas disciplinas, novos projectos, em que as duas primeiras sessões são como lua-de-mel. Depois, sucedem-se as descobertas: aquele porque ressona, aquela porque acorda sempre mal dormida, o outro que se levanta cedo, a outra porque antes das onze ainda é tudo negrura da noite. Falta-nos quase tudo, a nós, professores da educação superior, privilegiados porque o «dono» ou a «dona» da disciplina ainda somos nós mesmos, mas isso aparte, falta-nos interesse por parte dos Vice-Reitores, por parte dos Directores dos Departamentos, dos Directores dos Cursos, ninguém quer saber do que precisamos para manter a chama viva, apesar do intenso desgaste proveniente do uso.
Claro, claro que parte da culpa nunca foi solteira. Nunca contamos a verdadeira história desta cena. Pagamos para ter a célebre «liberdade» e «independência» e assim podermos brincar aos professorzinhos e às universidadesinhas.
Confesso Senhor, eu confesso, que os meus planos de aula são exagerados.
Confesso Senhor, eu confesso, que a maioria dos meus «powerpoints» não fazem qualquer outro sentido que não seja a função de «encher o chouriço».
Confesso Senhor, eu confesso, que não faço o mínimo esforço para que a minha lição seja dada de acordo com o que eu disse que ia fazer e tal qual eu disse como iria fazer.
Eu não tenho concorrência Senhor, por isso tu esperas, que eu seja digno bastante para dedicar 3 vezes mais do tempo da minha próxima aula à preparação da mesma.
Eu cometo muitas fraudes Senhor, na avaliação dos meus alunos e do trabalho que eles produzem. Sei que eles me aldrabam e convivo com isso pacificamente. No fundo, lá bem no fundo do meu íntimo, oh! Senhor, tu sabes que eu pago-lhes da mesma moeda.

Ufa! Já aliviei a consciência. Será que sou digno de comer alguma coisa?

- Não, não, não preciso da lista, só o prato faz favor.